Há um ano que a Lei do Cinema repousava numa gaveta, à espera de regulamentação. Há mais de um ano que os profissionais e criadores do cinema português viviam num limbo, à espera que a lei do cinema ressuscitasse do seu sono de bela adormecida. Finalmente, o decreto-lei regulamentador baixou ao parlamento. Baixou, mas imediatamente levantou alguns espantos – uns mais previsíveis, outros menos.
«Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa: salvar a humanidade.» - Almada Negreiros
25/07/13
Regulamentação da lei do cinema – palavra chave: negócio
Em Setembro de 2012 foi aprovada a nova Lei do Cinema (Lei n.º 55/2012), que «estabelece os princípios de acção do Estado no quadro do fomento, desenvolvimento e protecção da arte do cinema e das actividades cinematográficas e audiovisuais». Como acontece frequentemente, esta lei não pode ser aplicada sem que sejam definidos, regulamentados e criados, através de decreto-lei específico, muitos dos mecanismos genericamente definidos na lei principal.
Há um ano que a Lei do Cinema repousava numa gaveta, à espera de regulamentação. Há mais de um ano que os profissionais e criadores do cinema português viviam num limbo, à espera que a lei do cinema ressuscitasse do seu sono de bela adormecida. Finalmente, o decreto-lei regulamentador baixou ao parlamento. Baixou, mas imediatamente levantou alguns espantos – uns mais previsíveis, outros menos.
Há um ano que a Lei do Cinema repousava numa gaveta, à espera de regulamentação. Há mais de um ano que os profissionais e criadores do cinema português viviam num limbo, à espera que a lei do cinema ressuscitasse do seu sono de bela adormecida. Finalmente, o decreto-lei regulamentador baixou ao parlamento. Baixou, mas imediatamente levantou alguns espantos – uns mais previsíveis, outros menos.
19/07/13
Mandem lá calar esse velho jarreta!
Como se explica que um trafulha incompetente como o sr. Henrique Medina Carreira, que nunca apresentou um único número ou gráfico fidedigno, que não entende absolutamente nada de economia política, que tem tiradas dignas dos arquitectos da eugenia hitleriana, tenha durante anos a fio 50 minutos de antena semanais e dirija um programa em que a entrevistadora e os editores nitidamente não passam de figuras decorativas?
17/07/13
Um povo inteiro de fralda
Tem medo o presidente, tem medo o PS, tem medo a
oposição de esquerda, tem medo a direita; tem medo o trabalhador,
tem medo o precário, tem medo o desempregado. Toda a gente tem medo.
Não por realismo. Apenas por cobardia.
Todos andam de fralda, por via de não se
borrarem.
Dois parolos tacanhos sentados à mesa da RTP às 10 da noite urram de pânico
Dois parolos detentores ostensivos de tacanhez
indómita, um respondendo ao nome de José Matos Correia e outro nem
sei por que nome, deram às câmaras da RTP-notícias um enervante
concerto de latidos e rosnidos. Pertencem ambos a uma elite de
provincianos munidos de diploma com que ensopam no sovaco os suores
frios. Em tudo fazem lembrar mortos-vivos foragidos duma campa de
meados do século XIX, ou velhas caricaturas literárias da mesma
época, tal é a incapacidade que têm de disfarçar os jogos de
camarilha e compadrio que subservem com descaro façanhudo.
06/07/13
10/06/13
Como fazer política
«Ninguém é mais escravo do que aquele que considera ser livre sem o ser» (Goethe).
Saber fazer política apenas é dispensável para quem aceite como
projecto de vida a escravidão.
Felizmente fazer política é a coisa mais fácil
do mundo. Não carece de cursos de especialização nem de uma vida
inteira de estudo e investigação, ao contrário do que acontece com a economia, a física quântica, a
criação cinematográfica e muitas outras actividades altamente
especializadas. Fazer política é talvez o acto mais simples do
mundo para quem viva num ambiente social denso. Diria mesmo que fazer
boa política corre o risco de ser mais simples do que fazer bom
sexo.
06/06/13
A teoria do valor, o mijo e a CML
Sai actualmente mais caro mijar para os esgotos de Lisboa, do que beber o copo de água que gera o mijo.
Seria isto um magnífico exemplo da teoria do
valor acrescentado pelo labor humano, não se desse o caso de não o
ser. É, na verdade, um magnífico exemplo do banditismo da Câmara
Municipal de Lisboa (CML), que inventou 5 (cinco) impostos de
saneamento sobrepostos ao consumo de água propriamente dito (para
além de outros que não vêm ao caso).
04/06/13
Um país de capados e excisadas
Um dos fenómenos mais fascinantes da História é a forma imprevista como por vezes uma minúscula faísca, aparentemente débil e insignificante, pode incendiar a movimentação popular, provocando uma viragem dos acontecimentos. O papel destas humildes fagulhas repete-se invariavelmente ao longo da História, em todos os continentes, desconcertando os teóricos, políticos, agitadores e revolucionários que em vão tentaram, durante anos, despertar a combatividade popular. E de repente, sem razão aparente, à margem dos tutores da política, o milagre acontece!
Apesar da imprevisibilidade deste tipo de acontecimentos, uma análise rápida dessas «faíscas» permite-nos compreender porque se transformaram elas em incêndios generalizados; permite-nos até perceber quando pode ou quando «deveria» ter acontecido.
E uma análise atenta e honesta dos tutores da política talvez nos permita compreender também porque não aconteceu antes esse milagre.
21/05/13
Eufemismos: o tempo e o colaborador
De longe e sem concorrente à altura, a
mentalidade liberal é a campeã do eufemismo. Ao longo de mais de
dois séculos conseguiu eufemizar tudo o que havia de eufemizável.
Desgraçadamente, a eufemização sistemática,
enquanto arma política, contém em si mesma um princípio diabólico:
provoca a destruição de todo o pensamento estruturado e portanto de
tudo o que de bom a civilização ocidental conseguiu criar.
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