Passou uma semana de tiradas de bloguistas,
articulistas e comentadores de esquerda sobre a sexualidade e a
indústria do machismo, como se pode ver aqui
(1,
2,
3,
4,
5,
6,
7,
8,
9)
(obrigado pela listagem, Renato).
Há muito alguns destes autores deveriam ter feito um pacto de
silêncio sobre dois (pelo menos) territórios: a arte
e a sexualidade. Poupar-se-iam assim a figuras tristes. Poupar-me-iam
a mim ao pesadelo de os imaginar um dia com alguma espécie
de poderes sobre o território artístico, moral e comportamental das
nossas vidas.
Sobre a ausência de pensamento em matéria de
artes, já
disse, numa
série de 7 artigos. Sobre a presente questão da sexualidade e
da exposição do corpo, a resposta é mais difícil. É difícil, em
primeiro lugar, porque os textos em questão são na sua generalidade
indecifráveis, retorcidos e incoerentes. De que raio estão eles a
falar, ao certo? Por fim damo-nos conta de que a dificuldade provém
do rebuscado rebuço com que expõem o tema – o rebuço de quem
quer falar do assunto, zurzir nos pecadores, mas se vê enredado numa
mortalha de vergonha que não permite dizer tudo às claras (creio
não estar a fazer nenhum julgamento de intenção).
Na impossibilidade de extrair algum pensamento
coerente desses arrazoados, escolho umas quantas citações
avulsas.





