Com a crise económica mundial da década de 1970,
as coisas mudam pouco a pouco de figura. As épocas de crise são
muito propícias à reflexão sobre as condições políticas e
sociais, puxam à invenção de novas soluções. Nesse aspecto,
porém, fica-me sempre a impressão de que, tirando situações
especiais (como foi o caso em Portugal, de 1974 a 1976), o capital
leva sempre a palma. É natural que assim seja, já que a
generalidade dos capitalistas, ainda que muito chorem e lastimem a
crise económica, sofrem menos física e psicologicamente, não
passam fome (refiro-me à verdadeira, não à metafórica), não têm
de gastar todo o seu tempo de reflexão a congeminar formas de
subsistir; por maior que seja a crise, têm dinheiro para pagar a
equipas de pensadores, para contratar estudiosos, mobilizar
universidades inteiras e contratar umas quantas mentes brilhantes.
«Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa: salvar a humanidade.» - Almada Negreiros
Mostrar mensagens com a etiqueta crime organizado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crime organizado. Mostrar todas as mensagens
18/03/14
O crime organizado em alta escala
Em 2011, um pouco mais de 1/3 da população
portuguesa tinha nascido antes de 1960. Deve portanto recordar-se
duma época, que vai pelo menos até finais dessa década, em que os
trabalhadores recebiam o salário na mão, em dinheiro vivo, e o
guardavam em casa numa lata, numa gaveta ou debaixo do colchão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)