A quantidade de meios de produção, obras de
arte, monumentos, hospitais, escolas e habitações destruídos pelas
duas guerras mundiais – para não falar já no essencial, que são
as vidas humanas perdidas – foi avassaladora. As imagens dessas
perdas são de tal forma fortes, que ao olharmos para elas o coração
nos dá um solavanco na caixa do peito. A destruição foi
efectuada através de bombardeamentos e outros meios de destruição
maciça; deixou para trás cidades inteiras arrasadas. Como é
sabido, quando a taxa de lucro do capital cai drasticamente, a guerra é o seu remédio
santo – depois das duas grandes guerras a «economia» (leia-se o
lucro privado) entrou em espectacular recuperação.
Mas os tempos mudam, e de que maneira! Para
entendermos o que se passa hoje, teremos de analisar os
acontecimentos à luz das profundas transformações operadas nos
recursos e nos métodos de guerra nas últimas décadas.

