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02/11/13

Nunca mais começa a guerra civil?

A quantidade de meios de produção, obras de arte, monumentos, hospitais, escolas e habitações destruídos pelas duas guerras mundiais – para não falar já no essencial, que são as vidas humanas perdidas – foi avassaladora. As imagens dessas perdas são de tal forma fortes, que ao olharmos para elas o coração nos dá um solavanco na caixa do peito. A destruição foi efectuada através de bombardeamentos e outros meios de destruição maciça; deixou para trás cidades inteiras arrasadas. Como é sabido, quando a taxa de lucro do capital cai drasticamente, a guerra é o seu remédio santo – depois das duas grandes guerras a «economia» (leia-se o lucro privado) entrou em espectacular recuperação. 


Mas os tempos mudam, e de que maneira! Para entendermos o que se passa hoje, teremos de analisar os acontecimentos à luz das profundas transformações operadas nos recursos e nos métodos de guerra nas últimas décadas.