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20/03/13

Partam-lhes as pernas!

[actualizado em  21/03/2013]

Ao longo de várias gerações sob ditadura (cerca de 48 anos) os portugueses foram educados no medo. Aprenderam a sufocar a resposta às violências de que eram vítimas.

A seguir, após a instauração da democracia representativa e do estado de direito (1976), este mesmo povo sofreu durante 37 anos uma lavagem ao cérebro – foi-lhe continuamente inculcado que não está certo responder com firmeza e até com violência, se necessário, à violência exercida pelo Estado e pelo patronato.

07/03/13

Porque não se radicaliza a luta política em Portugal?


«O que esses senhores temem não são as ideias que vagueiam no ar, que são escritas no papel, impressas ou transmitidas verbalmente. O que eles temem é a organização, a acção organizada, as tentativas organizadas de realizar essas ideias.» – Ernest Mandel.

«O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepõem às realidades naturais – tudo, desde a família ao dinheiro, desde a religião ao Estado. […] Empregar todo o nosso desejo, todo o nosso esforço, toda a nossa inteligência para implantar, ou contribuir para implantar, uma ficção social em vez de outra, é um absurdo, quando não seja mesmo um crime, porque é fazer uma perturbação social com o fim expresso de deixar tudo na mesma.» – O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa.

17/11/12

Sobre a violência – divagações de um homem revoltado


Existe na minha mesa de cabeceira um pequeno templo sagrado onde reside há 30 anos «O Homem Revoltado», de Albert Camus.
Essa obra – com a qual, de resto, não me sinto obrigado a concordar na totalidade para garantir o seu lugar sagrado na minha mesa de cabeceira – define com rigor os conceitos de revolta e violência.