O referendo independentista catalão tem sido
tratado em moldes legalistas e institucionais pela maioria dos
comentadores. Ora o cerne da questão não é jurídico,
constitucional ou institucional, mas sim histórico e político.
Adiante tentarei elucidar o que isto significa.
Vemos jornalistas, comentadores – nomeadamente
escritoras de renome –, com assento permanente nos púlpitos
televisivos, afirmarem coisas como: se nos pomos agora a permitir que
todas as populações com remotas razões históricas reivindiquem a
independência, qualquer dia temos os Algarves, a Madeira e os Açores
a pedirem a independência. O grau de disparate deste tipo de
afirmações é confrangedor.
