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22/03/18

Pedro Passos Coelho enviado para a reserva natural do ISCSP

Tudo o que de importante havia a dizer sobre a oferta duma cátedra a Passos Coelho já foi dito – o oportunismo, o carreirismo, a trafulhice administrativa, o compadrio elitista e partidário; enfim tudo foi já suficientemente esmiuçado. E se um desses professores que há décadas aguardam em vão o acesso à cátedra, em desespero de causa e ao ver-se ultrapassado por um simples licenciado, abraçasse o terrorismo como solução de todos os seus males, poderia contar com a minha compreensão, ainda que não com a minha simpatia. Compreende-se também a indignação dos 28 professores que assinaram uma petição pública, argumentando que «A atribuição do grau de catedrático a Pedro Passos Coelho, mesmo sem cadeira designada, constitui um atropelo flagrante ao estatuto da carreira docente universitária em Portugal» (ver aqui e aqui). Contudo há um aspecto contextual que não deve ser ignorado: não estamos a falar duma escola universitária qualquer, trata-se do ISCSP – um facto que torna a cátedra justificável, como passarei a explicar.