(Nota: este artigo é um esboço de ideias a
desenvolver.)
Vai para 2400 anos que o pensamento, em especial o
erudito, é espartilhado pela lógica aristotélica. Um desastre. Nada que o
próprio Aristóteles não tenha previsto, como demonstra no Paradoxo
da Batalha Naval, onde coloca de forma muito precoce a questão do
livre arbítrio, ou, para usar uma terminologia mais actual e ligada
às lutas sociais, a capacidade de alterar materialmente a realidade.
Entretanto, sucessivas gerações aceitaram as limitações impostas
por aquilo que passaria a ser designado lógica aristotélica e que,
desgraçadamente, não nos permite ver a realidade inteira – apenas
alguns casos particulares dessa realidade – e portanto nos tolhe,
quando chega o momento de transformar essa mesma realidade.